Para Viver psicanalista em “Máscaras”, Daniela Galli diz que se inspirou em filmes

Atriz Daniela Galli está no ar com a novela "Máscaras"

É comum que artistas acabem enveredando por outros ramos da arte. Foi o caso de Daniela Galli, que interpreta a possessiva Tônia de “Máscaras”, novela de Lauro César Muniz na Record. A atriz começou como dançarina e música – especializada em oboé –, fez faculdade de Arquitetura, foi para Nova Iorque trabalhar como cenógrafa e lá acabou descobrindo a atuação. “Fui para a cenografia porque era uma maneira de juntar a arquitetura com a dança. Estar em contato com os palcos me fez perceber a atuação, que eu só tinha tido contato para melhorar a dança”, explica. Depois de sete anos atuando nos Estados Unidos, Daniela retornou ao Brasil e começou a investir também na carreira televisiva. “Fiz algumas participações, mas passei a ter mais destaque nas novelas da Record. Em ‘Ribeirão do Tempo’ e agora em ‘Máscaras'”, descreve ela, que já havia trabalhado com Lauro César antes. Em 2009, Daniela fez uma participação em “Poder Paralelo”, também da Record. “Depois que ele viu as minhas primeiras cenas disse que se arrependeu de ter escrito a morte da minha personagem”, lembra, aos risos.  

Em “Máscaras”, sua personagem é uma psicanalista que disputa a paixão de Edu com a própria irmã Luma, vividos por Dado Dolabella e Karem Junqueira. “Ela não quer perder o controle sobre a irmã. Já que as duas são orfãs, ela tenta manipular tudo”, define. Enquanto Luma vê em Edu a possibilidade de realizar o sonho de ter um filho, Tônia tenta convencer a irmã de que o melhor é ser mãe solteira. “Trabalho tentando entender a Tônia. Uma relação de carência, um pouco de domínio. Não a interpreto como uma má pessoa”, opina. “A minha criação básica sempre é o entendimento do texto. Quando ele é fluido e coerente, não é necessário nem mesmo decorar. E é assim que o Lauro escreve”, completa.    

Para interpretar a psicanalista, Daniela resolveu pesquisar, principalmente, em filmes. “Sou cinéfila e sempre busco referências fílmicas para os meus personagens”, justifica. Ela assistiu aos longas “Garota Interrompida”, “Atração Fatal” e alguns do cineasta sueco Ingmar Bergman, como “Morangos Silvestres” e “Persona”. “Foram importantes pela relação que esses filmes contêm com a psicanálise. Mas procuro não assistir a alguns que têm uma personagem como a minha, por exemplo. Posso acabar copiando”, explica. Além disso, a atriz buscou alguns casos de análise que se assemelham ao de Tônia. “Para entender, principalmente, a relação dela com a irmã, busquei a psicanálise familiar”, conta ela, que também conversou com uma pessoa que sofre de distúrbio de personalidade.

Com a reta final da novela, que termina em setembro, Daniela já tem planos. A atriz estará no Rio com a peça “Ciranda”, que já passou por São Paulo. Com o fim da temporada, passará três meses em Nova Iorque para resolver algumas questões profissionais. “Tem um longa no qual vou trabalhar que vamos produzir lá. Começamos a filmar em 2013. É um suspense onde faço uma cientista russa. Com isso, vejo a possibilidade de conciliar trabalhos lá e aqui”, deseja

Uol Televisão

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