Os piores do ano, das novelas a ‘Sexo a 3’

Entre os piores do ano é sempre melhor selecionar aqueles que ambicionaram ser bons. Isso porque há atrações que apostam no trash como um valor, portanto, não surpreenderam. Logo, entre os citados abaixo, a maioria tentou ter qualidade, mas naufragou.

Quando se fala naquelas que não tencionam ser atrações de qualidade lembramos logo do “Superpop”, de Luciana Gimenez, com seus desfiles de calcinhas, depoimentos de baixo nível e debates piores ainda. É também aquilo que se vê na cobertura dos “bastidores” do carnaval da RedeTV!, já um clássico da televisão. É ótimo sendo péssimo — ou ótimo por ser péssimo — e ponto final. Mas aqui o assunto é quem tentou — e não logrou êxito — acertar.

Miriam Freeland e Fernando Pavão em cena de 'Máscaras' (Foto: Michel Angelo/Record)PETRÔNIO GONTIJO, FERNANDO PAVÃO E MIRIAM FREELAND EM CENA DE ‘MÁSCARAS’ (FOTO: MICHEL ANGELO/RECORD)

O maior exemplo de todos foi “Máscaras”, novela de Lauro César Muniz para a Record. O autor, experiente e dono de uma lista comprida de excelentes serviços prestados à nossa televisão, prometeu um enredo diferente de tudo o que já tinha sido feito. Abriu sua história, em suas palavras, “como um leque”, ou seja, aos poucos. A intenção, entretanto, não foi bem compreendida. O público viu um enredo confuso, quase ininteligível, artificial, que não empolgou. Para piorar, a realização não colaborou. “Máscaras” se arrastou com confusões nos bastidores e terminou com Lauro César declarando que seria seu último folhetim.

Ainda sobre telenovelas, “Guerra dos sexos”, remake de Silvio de Abreu dirigido por Jorge Fernando na Globo, foi um ponto baixo do ano. Com uma história antiga, não cativou, decepcionando também aqueles fãs da primeira versão. O fato de ter sucedido a “Cheias de charme”, uma produção moderna e cheia de frescor, reforçou a impressão de retrocesso.

Adriane Galisteu e o elenco de "Muito +", da Band (Foto: Reprodução)ADRIANE GALISTEU E O ELENCO DE “MUITO +”, DA BAND (FOTO: REPRODUÇÃO)

Para além da teledramaturgia, Adriane Galisteu foi outra que tentou acertar com seu “Muito+”, na Bandeirantes. O programa vespertino de variedades não decolou mesmo. Era um suco de discussões banais, que não ganharam nem pelos temas escolhidos, nem pelo grupo do estúdio. A emissora tentou fazer mudanças, mas não adiantou e a atração acabou saindo do ar. Galisteu, que é capaz até de comandar um auditório ao vivo, já tem projetos à vista para 2013. Na TV aberta, comandará uma atração que promove namoros. No Discovery, vai apresentar uma série sobre crimes passionais.

O Multishow, dono de formatos tão simpáticos e bem-sucedidos como o “220 volts”, continua, infelizmente, com sua política de atrações realizadas com dois tostões. Fazemos votos que em 2013 o canal prefira abolir a premissa de que uma camereta apenas, sem capricho com a captação de som, basta. Ninguém aguenta mais aqueles programas colegiais, apresentados por profissionais amadores que usam um vocabulário da hora do recreio. Pior que isso só “Malícia”, “Casa bonita” e afins, atrações de baixo nível que enchem a madrugada do canal. O GNT também apela para a pornografia tarde da noite. Pode ser bom para a audiência, mas puxa um canal qualificado para baixo.

Dr. Rey no programa "Sexo a 3", da RedeTV! (Foto: Divulgação)
DR. REY NO PROGRAMA “SEXO A 3”, DA REDETV! (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Falando em pornografia, mas essa sem dissimulações, a RedeTV! pagou um mico de grandes proporções com seu “Sexo a 3”, atração comandada pelo cirurgião plástico dublê de apresentador Dr. Rey. Quem achava que ele era uma figuraça no “Dr. Hollywood” pôde constar que aquilo não era nada. Usando um dialeto próprio, na nova atração Dr. Rey dançou, paquerou, falou vulgaridades, provou que no programa anterior, de plásticas, era puro recato, quase um sujeito travado.

Os horários de televendas e religiosos, às vezes na faixa nobre, também proliferaram. Isso precisa ser regulamentado urgentemente. Outro problema eterno que merece solução é o das traduções malfeitas.

Noves fora, a televisão teve um bom ano. Que 2013 seja melhor.

Crítica por Patricia Kogut

Obs: O conteúdo acima não demonstra a opinião do blog Todo Canal

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